Quiropraxia
O simples que dispara o complexo
Marcos Reis fala sobre a curiosidade que o trouxe à quiropraxia e sobre a ideia que organiza o seu trabalho: pequenos estímulos, bem aplicados, despertam respostas profundas no corpo.
25 de junho de 2026 · 6 min de leitura

Marcos Reis é o quiropraxista responsável pela QualiPraxis. Nesta conversa, ele fala sobre a curiosidade que o trouxe até aqui e sobre uma ideia simples que guia o seu trabalho: pequenos estímulos, bem aplicados, podem despertar respostas complexas do corpo.
O que te trouxe para a quiropraxia?
Sempre fui movido por uma curiosidade simples: entender como o corpo funciona, compreender os mecanismos que tornam o organismo capaz de se adaptar, responder e encontrar equilíbrio diante dos desafios da vida. A quiropraxia foi onde essa curiosidade encontrou um lugar para crescer.
Você fala que um estímulo simples pode disparar algo complexo. O que quer dizer com isso?
É a relação que mais me fascina na prática clínica. Existe uma conexão muito interessante entre o simples e o complexo: um estímulo pequeno, com qualidade, no lugar certo, desperta uma resposta complexa do sistema nervoso. Não é o tamanho do estímulo que importa, é a qualidade e o endereço dele. Essa foi uma das coisas que mais me encantaram na quiropraxia desde o início, e continua me encantando hoje.
Na prática, isso significa que o ajuste é "simples"?
O gesto pode parecer simples, mas ele carrega profundidade. Eu procuro preservar a simplicidade sempre que ela é possível, sem abrir mão da profundidade que a complexidade exige. O ajuste é um estímulo preciso. Quem faz o trabalho complexo é o corpo, que é inteligente e se adapta o tempo todo. Meu papel é oferecer o estímulo certo, no lugar certo, e dar condições para que o organismo responda.
De onde vem o nome QualiPraxis?
O nome tem uma origem pessoal. Ao longo dos anos, em trabalho de equipe e em pesquisa, a excelência foi uma característica que as pessoas ao meu redor passaram a reconhecer no meu jeito de trabalhar. Quando fui dar nome à clínica, quis que ela carregasse isso. "Quali" remete a essa busca por qualidade e excelência; "praxis", do grego, é a prática, a ação. Prática de qualidade. Para mim o nome funciona menos como rótulo e mais como um jeito de ser: é assim que eu gosto de trabalhar, naturalmente. O cuidado começa pela qualidade de cada gesto, não pela quantidade de intervenções.
A quiropraxia mudou desde que você se formou?
Bastante. Quando comecei minha formação, vários conceitos da quiropraxia ainda eram compreendidos principalmente sob uma perspectiva filosófica e mecânica. Com o avanço das pesquisas em neurociência e da compreensão sobre a função do sistema nervoso, tornou-se possível explicar cientificamente muitos dos mecanismos por trás da observação clínica e dos ajustes quiropráticos. Ver essa aproximação entre prática clínica, fisiologia e evidência fortaleceu o rumo que a minha forma de trabalhar já vinha tomando.
Por que você diz que compreender o corpo importa mais do que tratar o sintoma?
Porque a dor é um sinal, não a inimiga. Ela é uma mensageira do corpo, e a pergunta que mais me interessa não é apenas onde dói?, mas por que o corpo enviou essa mensagem?. Quando alguém chega com dor, aliviá-la é a prioridade no primeiro momento, isso é inegociável. Mas esse alívio vem de identificar e tratar a causa, não de apenas silenciar o sintoma. Tratar só o sintoma é como girar em torno da mensagem sem nunca lê-la.
O que muda quando a pessoa entende o próprio corpo?
Muda a postura dela, no sentido literal e figurado. Mais do que oferecer um tratamento, meu objetivo é ajudar cada pessoa a compreender melhor o próprio corpo. Quando isso acontece, ela deixa de ocupar uma posição passiva, esperando que alguém resolva os seus problemas, e passa a assumir um papel ativo, tornando-se protagonista do cuidado com a própria saúde.
E foi daí que nasceu a QualiPraxis?
Foi dessa caminhada que nasceu a forma como enxergo a quiropraxia e, mais tarde, a própria QualiPraxis: um espaço onde a saúde é compreendida como a capacidade do organismo de se adaptar, responder e funcionar da melhor maneira possível. Acredito que esse talvez seja o maior benefício da quiropraxia: não apenas promover mudanças no corpo, mas mudar a forma como a pessoa se relaciona com ele. Afinal, compreender o próprio organismo é o primeiro passo para transformar o modo de cuidar de si, de maneira mais consciente, mais responsável e mais saudável.
Marcos atende na QualiPraxis, em Gramado e Caxias do Sul. Se você quer entender melhor o próprio corpo e cuidar dele com essa lógica, dá para começar por uma conversa. Fale com a QualiPraxis no WhatsApp
